terça-feira, 29 de junho de 2010

REPORTAGEM

O LADO NEGRO DAS REDES SOCIAIS

Andreia Sousa e Mariana Almeida

terça-feira, 22 de junho de 2010

Rapaz procura a rapariga dos seus sonhos

O re-make da história de amor de Patrick Moberg e a rapariga dos seus sonhos, Camille Hayton

Mariana Almeida e Andreia Sousa

quarta-feira, 16 de junho de 2010

REPORTAGEM

Vídeo promocional

segunda-feira, 14 de junho de 2010

AINDA NÃO HÁ LUGAR

Ainda não há lugar para a D. Constança colocar a suas coisas à venda. É um princípio de tarde chuvoso e o vendedor de filmes pornográficos que lhe cede o lugar foi almoçar e ainda não arrumou as coisas. Enquanto espera que ele volte, retira do saco uma caixa com uns sapatos de noiva e coloca-os junto às coisas da banca do lado. “Posso colocar aqui um par de sapatos?” pergunta à vendedora. “Se perguntarem o preço são 25 euros...” O resto da venda que traz consigo abriga-a debaixo dos plásticos que protegem os vídeos do mau tempo. “Estes coitados têm a vida estragada hoje", lamenta ao olhar para as lonas verdes que cobrem a feira.

A D. Constança é uma simpática senhora viúva e reformada que vende na Feira da Ladra há mais de 15 anos. É alentejana, de Grândola, e vive em Lisboa há mais de 50 anos. “Venho aqui para passar o tempo e vender umas coisinhas que tenho lá em casa, fiz aqui muitos amigos, pessoas de respeito que me acarinham (...) tenho esta cegueira de vir para aqui mas é mais para passar o tempo”. Os lugares na feira estão demarcados no chão e são pagos à câmara. Mas a D. Constança como muitos outros que vendem naquele espaço não paga. As pessoas que vivem da feira e que têm o aluguer, quando se vão embora cedem a banca a quem queira ocupá-la. Muitas vezes a D. Constança “vem à toa” sem saber se arranja lugar ou não.

Saiu de casa dos seus pais apenas com 12 anos para começar a trabalhar. Encontrou um emprego num restaurante. “Ensinaram-me a servir à mesa, a atender os clientes e fizeram de mim uma mulher”. Ao mudar-se para Lisboa começou a trabalhar por conta própria. “Tive um lugar de frutas, hortaliças e diversos”. Depois veio a doença do marido e teve de deixar o trabalho que tinha por falta de tempo e optou por empregar-se num pronto-a-vestir. “Tive de deixar tudo, mas venci por minha conta (...) sem saber ler nem escrever consegui vencer com a minha força.” Mãe de três filhos, D. Constança fala do maior desgosto da sua vida que foi a morte de uma das suas filhas com apenas 13 meses de vida vítima de meningite. "Não posso prosseguir mais”, recorda já com a voz tremula.

Enquanto o vendedor de filmes pornográficos não chega do almoço, D. Constança espera junto do seu vizinho do lado, o vendedor de discos de vinil. António Vasconcelos, mais conhecido por Toni é o melhor amigo da D. Constança naquelas “andanças”. Toni é o engatatão da feira. Quarentão inveterado, espalha o seu charme pelas freguesas. Não as deixa fugir sem mais nem menos... cativa-as com palavras doces, envolve-as com a sua manha, e ataca usando o seu sotaque francês. Toni foi emigrante na Suíça e no Brasil. Parece que era muito rico, falou de casas e de grandes carros, mas perdeu tudo como muitas das pessoas que vieram vender para esta feira. Desde que voltou para Portugal já fez muitas coisas, até ser taxista. Agora vende discos de vinil, discos raros. D. Constança sabe que pode contar sempre com ele para alguma eventualidade. São muito amigos, muito cúmplices e vigiam as coisas um do outro quando algum dos dois tem de estar ausente. Todos os vendedores dizem que é uma boa senhora, muito simpática e pronta para ajudar toda a gente.

O vendedor que cede lugar chegou e a D. Constança ajuda-o a levar as coisas para o carro para ver se ainda consegue aproveitar o dia pois a chuva não deu tréguas. Lá arranjou lugar, esticou o pano rosa no chão e colocou a venda que trazia consigo, os sapatos de noiva, uma pista de carros, umas carteiras, uns lenços e algumas peças de roupa... “São coisas que me dão, coisas que tenho lá em casa, roupinhas que já não servem aos meus filhos, calças, casacos e fatos meus que ainda estão novos e vendo-os. Quero vender, mas não se vendem porque está mau, não há dinheiro para as pessoas comprarem.” Depois senta-se na cadeira de praia e olha em volta para a feira e para as pessoas que passam e desabafa, “não se vende nada, tenho dias que estou aqui o dia inteiro e não me estreio... não se vende nada... abalo daqui doente... mas pronto, vou passando o tempo. Chego a estar aqui todo o dia sem beber um copo de água só para não sair daqui.”

A chuva não ajuda e os plásticos são retirados e colocados vezes sem conta para as coisas não se estragarem. Para passar o tempo nada melhor que uma boa conversa com os amigos vendedores, sobre as pessoas que vêm para a feira tentar fazer “negócios da China”... Pois a proveniência da maioria dos objectos vendidos é completamente desconhecida, e o que vale a muitos é que ali não vai a ASAE (Autoridade da Segurança Alimentar e Económica), e se fosse, toda a essência desta feira estaria perdida.

O dia está escuro e farta de estar ali sentada sem vender nada D. Constança decide ir embora. O almoço seria em sua casa. A viagem foi até ao Alto do Pina na carrinha branca do irmão da sua nora, que por acaso também vende na Feira da Ladra. Ao chegar mostrou a casa e as fotos de família que guarda religiosamente. No quintal estava a sua amiga de estimação, uma galinha poedeira. Tinha o cordel por onde está presa, enrolado na vassoura que estava encostada ao muro... “enrolou-se toda aqui na corda, 'tadinha dela (...) ela é tão querida esta galinha...” Tinha posto um ovo, mais um para juntar aos outros que D. Constança guarda em casa. Eram cinco da tarde, o almoço foi um bife com batatas fritas feito por si. Depois da sobremesa ainda pensava em ir divertir-se. "Vamos à Baixa, à Casa Alentejo, há lá baile!"

terça-feira, 4 de maio de 2010

Presidente da República preocupado com o País

Cavaco Silva mostrou-se muito preocupado com a actual situação económica que o país atravessa na mensagem de Ano Novo e alertou os portugueses para a vinda de tempos ainda mais difíceis. O Presidente referiu que não quer vender ilusões e que é preciso dizer a verdade aos cidadãos.

O desemprego e a dívida externa são apontados por Cavaco Silva como grandes motivos de preocupação e que podem conduzir o país a “uma situação explosiva”. Para evitar que isto aconteça, o Presidente da República apelou à união de esforços, dizendo que “os tempos difíceis, são tempos de maior exigência e de maior responsabilidade”.

Para Cavaco Silva o exemplo tem de vir de cima e é tempo dos políticos deixarem-se de quezílias e unirem-se em prol do país. “O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política”. O Presidente pede ao governo para apresentar “um plano credível para médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade”.

“É tempo de fazer escolhas e estabelecer prioridades”. Cavaco Silva considera indispensável o reforço da competitividade e da produtividade externa das empresas para que haja um aumento de bens e serviços e também apela a um apoio social às populações mais vulneráveis e às vítimas da crise. Para que haja maior competitividade é necessário o aumento da confiança nas Instituições, na Justiça e na Administração Pública. Cavaco Silva pede uma maior aposta numa educação mais exigente e numa formação profissional de qualidade que fomente a inovação.

O Presidente da República sublinha a importância das instituições financeiras no apoio às pequenas e médias empresas, pois estas contribuem significativamente para o desenvolvimento do país e é preciso enfrentar a concorrência estrangeira.

Cavaco Silva comentou os apelos que foram feitos para que interviesse na vida política do país, dizendo que “não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é do domínio do governo (...) Portugal dispõe de um governo com todas as condições de legitimidade para governar”.

O Presidente falou ainda da perda de valores na nossa sociedade. Para Cavaco Silva é necessário recuperar o valor da família. “O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades”. Para o Presidente também é preciso valorizar a ética na vida pública, nas empresas, nos negócios e nas instituições para que haja um clima de maior confiança.

Liberdade de Imprensa no Mundo diminui

A liberdade de imprensa no mundo tem vindo a diminuir. Segundo o relatório de 2010 da Freedom House, o número de países parcialmente livres no que diz respeito à liberdade de imprensa aumentou nos últimos 20 anos. Em 1989 existiam 44 países no mundo com liberdade de imprensa parcial e em 2009 este número aumentou para 58. Actualmente 46% dos países têm uma imprensa totalmente livre, 30% são parcialmente livres e 24% não têm liberdade de imprensa.

Nos países, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão estão directamente associadas ao tipo de regime que neles existe. Na Europa Ocidental onde a maioria dos países vive em democracia, a liberdade de imprensa ronda os 96%. Apenas um país é parcialmente livre. No Médio Oriente e no norte de África esta situação inverte-se, quase 80% dos países não é livre e não tem liberdade de imprensa. Na África Subsariana apenas 19% é livre.

O número de países com democracias eleitorais tem vindo a diminuir desde 2006. Neste ano existiam 123 democracias, em 2009 este valor baixou para 116.

sábado, 1 de maio de 2010

Maioria dos Portugueses acha que Sócrates mentiu no caso PT/TVI

60% acha que o Primeiro Ministro mentiu
40% acha que o Primeiro Ministro não mentiu


Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos