terça-feira, 4 de maio de 2010

Presidente da República preocupado com o País

Cavaco Silva mostrou-se muito preocupado com a actual situação económica que o país atravessa na mensagem de Ano Novo e alertou os portugueses para a vinda de tempos ainda mais difíceis. O Presidente referiu que não quer vender ilusões e que é preciso dizer a verdade aos cidadãos.

O desemprego e a dívida externa são apontados por Cavaco Silva como grandes motivos de preocupação e que podem conduzir o país a “uma situação explosiva”. Para evitar que isto aconteça, o Presidente da República apelou à união de esforços, dizendo que “os tempos difíceis, são tempos de maior exigência e de maior responsabilidade”.

Para Cavaco Silva o exemplo tem de vir de cima e é tempo dos políticos deixarem-se de quezílias e unirem-se em prol do país. “O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política”. O Presidente pede ao governo para apresentar “um plano credível para médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade”.

“É tempo de fazer escolhas e estabelecer prioridades”. Cavaco Silva considera indispensável o reforço da competitividade e da produtividade externa das empresas para que haja um aumento de bens e serviços e também apela a um apoio social às populações mais vulneráveis e às vítimas da crise. Para que haja maior competitividade é necessário o aumento da confiança nas Instituições, na Justiça e na Administração Pública. Cavaco Silva pede uma maior aposta numa educação mais exigente e numa formação profissional de qualidade que fomente a inovação.

O Presidente da República sublinha a importância das instituições financeiras no apoio às pequenas e médias empresas, pois estas contribuem significativamente para o desenvolvimento do país e é preciso enfrentar a concorrência estrangeira.

Cavaco Silva comentou os apelos que foram feitos para que interviesse na vida política do país, dizendo que “não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é do domínio do governo (...) Portugal dispõe de um governo com todas as condições de legitimidade para governar”.

O Presidente falou ainda da perda de valores na nossa sociedade. Para Cavaco Silva é necessário recuperar o valor da família. “O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades”. Para o Presidente também é preciso valorizar a ética na vida pública, nas empresas, nos negócios e nas instituições para que haja um clima de maior confiança.

Liberdade de Imprensa no Mundo diminui

A liberdade de imprensa no mundo tem vindo a diminuir. Segundo o relatório de 2010 da Freedom House, o número de países parcialmente livres no que diz respeito à liberdade de imprensa aumentou nos últimos 20 anos. Em 1989 existiam 44 países no mundo com liberdade de imprensa parcial e em 2009 este número aumentou para 58. Actualmente 46% dos países têm uma imprensa totalmente livre, 30% são parcialmente livres e 24% não têm liberdade de imprensa.

Nos países, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão estão directamente associadas ao tipo de regime que neles existe. Na Europa Ocidental onde a maioria dos países vive em democracia, a liberdade de imprensa ronda os 96%. Apenas um país é parcialmente livre. No Médio Oriente e no norte de África esta situação inverte-se, quase 80% dos países não é livre e não tem liberdade de imprensa. Na África Subsariana apenas 19% é livre.

O número de países com democracias eleitorais tem vindo a diminuir desde 2006. Neste ano existiam 123 democracias, em 2009 este valor baixou para 116.

sábado, 1 de maio de 2010

Maioria dos Portugueses acha que Sócrates mentiu no caso PT/TVI

60% acha que o Primeiro Ministro mentiu
40% acha que o Primeiro Ministro não mentiu


Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos

Quem desconfia mais de Sócrates? Homens ou mulheres?

63,7% dos homens
56,2% das mulheres

Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos

População Jovem é a que menos acredita no Primeiro Ministro


63% sub-23
55% séniores + 55 anos


Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos

Mais de 70% dos inquiridos acha mentiras de Sócrates injustificáveis

74% acham mentira de Sócrates injustificável
19,6% considera aceitável Sócrates ter mentido

Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos

Funcionários Públicos são os menos tolerantes em relação às mentiras do Primeiro Ministro


78,4% menos tolerantes
21,6% pensa o contrário

Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 Inquiridos

Portugueses preferem estabilidade política apesar da desconfiança

54% Considera que Sócrates tem condições para governar
46% Considera que Sócrates não tem condições paa governar

Segundo politólogos, este paradoxo de opiniões deve-se ao facto dos portugueses estarem habituados às mentiras dos políticos e mesmo assim preferirem uma estabilidade governativa para o país.


Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos

Apesar da desconfiança em relação a Sócrates, em caso de eleições antecipadas os portugueses dariam a vitória ao PS

40,3% PS
33,3% PSD

Sondagem: Público/Intercampus
Universo: 1015 inquiridos